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Movimento é mais do que estética, é ferramenta comprovada de cuidado com a mente.

Saúde Mental

Quando se fala em atividade física, ainda é comum associar o treino apenas à estética ou ao
condicionamento físico. No entanto, a ciência mostra que os benefícios do movimento vão
muito além do corpo: a saúde mental também se constrói com constância, equilíbrio e
movimento consciente.

Em um cenário de rotinas aceleradas, altos níveis de estresse e crescente adoecimento
emocional, entender o papel do exercício físico no bem-estar psicológico torna-se essencial.
Treinar não é apenas "gastar energia", mas regular emoções, cuidar do cérebro e fortalecer
a mente.

Como o exercício impacta o cérebro

A neurociência comprova que a prática regular de atividade física influencia de forma
profunda e eficiente o funcionamento cerebral. Durante o exercício, ocorre um aumento da
oxigenação do cérebro, favorecendo o desempenho dos neurônios e contribuindo
diretamente para melhora do foco, da clareza mental e da memória.

Segundo a psicóloga Angélica Stedile Vargas (CRP 07/15730), o movimento atua também no
equilíbrio químico do cérebro:

"A atividade física aumenta a liberação de neurotransmissores essenciais como serotonina,
dopamina, noradrenalina e endorfina. Isso impacta diretamente a estabilidade do humor, o
prazer, a produtividade e a disposição, promovendo uma sensação real de bem-estar."

Esses neurotransmissores são responsáveis por regular emoções, motivação e sensação de
recompensa, explicando por que muitas pessoas relatam melhora do humor e da disposição
após o treino.

Atividade física e ansiedade: uma aliada no dia a dia

Além dos efeitos imediatos, o exercício físico regular estimula a neurogênese, ou seja, a
formação de novos neurônios, processo diretamente relacionado à saúde emocional. Essa
adaptação cerebral contribui para o controle do estresse e para a redução dos sintomas de
ansiedade e depressão.

A psicóloga explica que o treino ajuda a regular hormônios ligados ao estresse:

"A diminuição do cortisol, conhecido como hormônio do estresse, torna a pessoa mais
resiliente às pressões do dia a dia. Ao mesmo tempo, a liberação de serotonina e endorfina
melhora o humor e reduz sintomas como ansiedade, irritabilidade, tristeza e oscilações
emocionais."

Ou seja, o movimento funciona como uma estratégia natural e acessível de regulação
emocional, quando praticado de forma orientada e respeitando os limites individuais.

Movimento como estratégia de autocuidado

Pensar o exercício físico como autocuidado é compreender que ele deve se adaptar à vida
real, e não se tornar mais uma fonte de cobrança. Treinar bem não significa treinar
excessivamente, mas encontrar uma rotina possível, prazerosa e sustentável.

Para Angélica, o exercício precisa caber na vida da pessoa:

"Pensar o treino como parte da saúde mental é se organizar de forma que ele seja saudável
e possível de realizar. Precisa caber na rotina."

Ela reforça que o cuidado está justamente na forma como o treino é encarado:

"Faça o que é possível e acessível para a sua vida. Não se compare a blogueiras ou famosos.
Escolha atividades com as quais você tenha afinidade. Treinar é um ato de amor por você, é
autocuidado."

Treino como parte da rotina emocional

Quando o exercício deixa de ser obrigação e passa a ser cuidado, ele se torna um aliado
poderoso da saúde emocional. Incorporar o movimento à rotina é investir em equilíbrio,
qualidade de vida e bem-estar a longo prazo.

Na Engenharia do Corpo, acredita-se que treinar bem é treinar com consciência, respeitando
o corpo, a mente e o momento de cada pessoa. A atividade física, quando bem orientada, é
uma ferramenta acessível, eficaz e transformadora, não só para o físico, mas para a vida
como um todo.

Fonte convidada
Angélica Stedile Vargas, aluna do CT Engenharia do Corpo Casa de Pedra – Caxias do Sul
Psicóloga – CRP 07/15730

Quer fortalecer sua Saúde Mental com treinos orientados e uma rotina possível para você?
Venha conhecer a Engenharia do Corpo e treine com equilíbrio e bem-estar.

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